Wednesday, December 21, 2005

Partimos em voltas à procura do mesmo santo graal
A culpar o mar do que o vento levou

Tens ilusões de cristal a taparem-me os olhos
Mas podes vir amanhã e contar-me as mesmas mentiras

A chuva no chão revela as magoas interiorizadas
Sem as podermos ver porque as lagrimas as enevoam

Tenho silêncios de prata a ecoarem no quarto vazio
Mas se quiseres vir amanhã e tranquilizar-me com novas mentiras
me - 21-12-2005

Monday, December 19, 2005

Selámos os lábios meu amor


Andámos perdidos por entre a multidão
Sem nos vermos, sem nos tocarmos
A chuva não levou as lágrimas vertadas
O tempo não apagou as memórias adulteradas

Tens fios de luar a pender nos cabelos
Mas as ondas do mar não os deixam voar
Tens as palavras nunca ditas a estragar o nosso céu
Mas preferes a dor a acreditar no mesmo Deus que eu

Selámos os lábios meu amor


Caminhámos juntos sem nunca nos encontrarmos
Mas ainda sinto falta da tua ausência
Tens os olhares nunca trocados a estragar o nosso fado
Mas preferes as lágrimas a acreditar no mesmo amanhã que eu


Selámos os lábios meu amor
Num segredo que nunca existiu
Selámos os lábios meu amor
Numa verdade que deixaste acontecer

Selámos os lábios meu amor
Selámos os lábios


me - 19-12-2005