Saturday, April 08, 2006

...


É pena não acreditar nas ilusões
É reconfortante perder todas as batalhas

Quase venci
Quase passei por ti sem te ver
Quase morri
Neste quarto vazio
Aonde me encontro
E tenho pena
E sinto falta da dor

Oiço os gritos destas paredes lisas
Mas ainda sinto medo do silêncio

Quase perdi
Quase te vi quando passei
Quase morri
Nesta noite clara
Aonde me perco
E tenho pena
E sinto falta da dor

Sempre sou mais uma copia do que nunca fui
Mais um perdedor...
Sempre sou mais uma miragem do que não existe
Mais um fraco...

Desiste por mim
O mundo vira enfim
Doi...
Neste quarto sempre vazio

É pena acreditar em poneys rosa
Mas sempre posso abrir os olhos amanhã

Quase vivi
Quase passei
Quase não morri
Doi...

08-04-2006

Thursday, April 06, 2006

Esqueci


Esqueci que “por vezes” não é suficiente
Que por vezes perdeu-se muito
Que por vezes doi mais que nada
E ficaste a ver os meus fragmentos cairem no chão

Esqueci que também sabia voar
Que tinha asas de prata
E depois chegas...
E seguras as minhas asas no chão

Esqueci que não queria perder
Libertei-me dos teus braços e voei
Eu que não tinha para onde ir
Abri as asas...

E depois chegas...
Com as mesmas mentiras que já sei de cor
A prender-me as asas...
Os fragmentos perdidos no chão...


Esqueci que não queria perder
Vi as minhas asas de prata
Eu que não sabia voar
Abri as asas...

6-04-2006