
Esqueci que “por vezes” não é suficiente
Que por vezes perdeu-se muito
Que por vezes doi mais que nada
E ficaste a ver os meus fragmentos cairem no chão
Esqueci que também sabia voar
Que tinha asas de prata
E depois chegas...
E seguras as minhas asas no chão
Esqueci que não queria perder
Libertei-me dos teus braços e voei
Eu que não tinha para onde ir
Abri as asas...
E depois chegas...
Com as mesmas mentiras que já sei de cor
A prender-me as asas...
Os fragmentos perdidos no chão...
Esqueci que não queria perder
Vi as minhas asas de prata
Eu que não sabia voar
Abri as asas...
6-04-2006
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