Sunday, November 19, 2006

Fim do Mundo


Longe está a rua onde te conheci

e a vida pode continuar

Perto está a lembrança das mentiras

que contaste para eu ficar


Pronta para ires ao fim do mundo

para me teres

Pronta para veres até onde podias ir

e teres-me

Pronta para ires ao fim do mundo…



Os nossos lábios uniram-se num adeus

Pensaste que tinhas a minha vida nas tuas mãos

E num segundo o tempo parou

Quando parei para ver o tempo perdido


Pronto para ir ao fim do mundo

para ficar contigo

Pronto para ver até onde ia

a recordação

Pronto para ir ao fim do mundo…



E os fracos não vêem as oportunidades de desistir

E agora só resta a dor…


Prontos para irmos ao fim do mundo

atrás do passado

Prontos para ver o futuro

Nunca acontecer

Prontos para irmos ao fim do mundo…


19-11-2006

Sunday, November 05, 2006

Quando ninguem me ve



Às vezes desvio-me da estrada correcta

Às vezes esqueço-me e deixo a porta aberta

Conto-te o porquê das minhas lágrimas

para momentos depois me arrepender

Às vezes sou tua às vezes sou do vento


Às vezes odeio-te por nunca ter sido tua

Sigo em frente mas continuo a olhar por cima dos ombros

desejando que me seguisses

Para não admitir que perdi

Porquê é tão difícil entregar-te a vitória?


Às vezes miro-te,

Às vezes fujo quando te vejo

Desvias-te para me deixar passar

Enquanto me agarras as asas

para ser tua... mas sou do vento


Às vezes adoro-te por nunca teres sido meu

Queria mostrar-te que sei voar mesmo sem as asas

Que desejaste possuir

Para não admitir que perdi

Porquê é tão difícil entregar-te a vitória?


Quando ninguém me vê

posso desistir

Quando ninguém me vê

o mundo cai a meus pés

Quando ninguém me vê

não sou nada

Quando ninguém me vê…



Escrevo no livro da nossa existência o último capitulo

mas tu não leste as entrelinhas

Suponho que era pedir-te demais

que perdesses o teu tempo a ler os versos em branco

Não preenchas as páginas vazias…

de alma e corpo…


Quando ninguém me vê

posso desistir

Quando ninguém me vê

o mundo cai a meus pés

Quando ninguém me vê

não sou nada

Quando ninguém me vê…