Sunday, November 05, 2006

Quando ninguem me ve



Às vezes desvio-me da estrada correcta

Às vezes esqueço-me e deixo a porta aberta

Conto-te o porquê das minhas lágrimas

para momentos depois me arrepender

Às vezes sou tua às vezes sou do vento


Às vezes odeio-te por nunca ter sido tua

Sigo em frente mas continuo a olhar por cima dos ombros

desejando que me seguisses

Para não admitir que perdi

Porquê é tão difícil entregar-te a vitória?


Às vezes miro-te,

Às vezes fujo quando te vejo

Desvias-te para me deixar passar

Enquanto me agarras as asas

para ser tua... mas sou do vento


Às vezes adoro-te por nunca teres sido meu

Queria mostrar-te que sei voar mesmo sem as asas

Que desejaste possuir

Para não admitir que perdi

Porquê é tão difícil entregar-te a vitória?


Quando ninguém me vê

posso desistir

Quando ninguém me vê

o mundo cai a meus pés

Quando ninguém me vê

não sou nada

Quando ninguém me vê…



Escrevo no livro da nossa existência o último capitulo

mas tu não leste as entrelinhas

Suponho que era pedir-te demais

que perdesses o teu tempo a ler os versos em branco

Não preenchas as páginas vazias…

de alma e corpo…


Quando ninguém me vê

posso desistir

Quando ninguém me vê

o mundo cai a meus pés

Quando ninguém me vê

não sou nada

Quando ninguém me vê…

No comments: