Saturday, March 25, 2006


Já não sinto a areia nos meus pés. Os salpicos do mar não se esbatem na minha cara. Mas ainda sinto a brisa daquele praia, o vento arremaça-me o cabelo como os teus dedos antes faziam .
Abro os olhos na esperança que não estejas lá mas as ondas, que vêm e voltam, têm o teu cheiro.
As estrelas de que sempre tive medo continuam a guiar o negro da noite contudo a lua não as deixa brilhar. Mas posso voltar amanha e acreditar no mesmo céu.
Roubas a luz das estrelas quando fecho os olhos e tentas vende-la como se fosse tua. Tentas desligar as luzes e deixar-me no escuro porque é mais fácil partir quando estou mesmo ao teu lado.
Seria bom adormecer sozinha mas assim não poderias sair antes de eu acordar. E roubas mais uma estrela sem contares com a manhã que se aproxima.

me-25-03-06

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