
Por ter acreditado em fábulas
Recordo o corte dos teus lábios
E o calor de um fogo
que ateei sem pensar
Enquanto o amor for cego
Despojei-me da verdade
Talvez por ter fingido acreditar
conseguiste me encontrar
Foram sonhos de criança
entre os beijos roubados
que fizeram esquecer a inocência
e ingenuamente se deixaram perder
Foi o desejo
Que me encontrou sozinho
Aqueceu a noite fria
preso à chama quimérica
das suas amarras não me consegui libertar
E o calor da tua pele
Que arde por dentro por entre o vazio do teu olhar
Mas vamos ter sempre a noite sem chama
Vou ter sempre o quarto frio
Dói de mais
Valeu mesmo a pena tentar?
23-08-2006
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