Wednesday, August 23, 2006


Por ter acreditado em fábulas

Recordo o corte dos teus lábios

E o calor de um fogo

que ateei sem pensar

Enquanto o amor for cego

Despojei-me da verdade

Talvez por ter fingido acreditar

conseguiste me encontrar


Foram sonhos de criança

entre os beijos roubados

que fizeram esquecer a inocência

e ingenuamente se deixaram perder

Foi o desejo

Que me encontrou sozinho

Aqueceu a noite fria

preso à chama quimérica

das suas amarras não me consegui libertar


E o calor da tua pele

Que arde por dentro por entre o vazio do teu olhar

Mas vamos ter sempre a noite sem chama

Vou ter sempre o quarto frio

Dói de mais

Valeu mesmo a pena tentar?


23-08-2006

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