
Eras tu encostado contra o meu peito
E eu a tentar libertar-me dos teus braços
Eramos nós a argumentarmos contra a verdade
Era a evidência a apoderar-se das nossas mentiras
Eras tu a dançar ao luar
E eu a esconder as lágrimas
Eramos nós a olhar em direcções opostas
Era o Tejo a seguir por dois caminhos distintos
Afinal, sempre soubemos que ia ser assim
Afinal, fomos nós que precipitamos o fim
Desvias-te os olhos quando passei por ti
Fingi que não te conheci quando o teu casaco tocou em mim
Mas sem esquecer o que senti
Sem querer lembraste-te do perfume
Fugias do toque e eu escondia-me dos beijos
Por sabermos que era o fim dos abraços sentidos
Que perdermos por entre os lençois de cetim
De que desistismos por entre as mentiras doces
Afinal, sempre soubemos que ia ser assim
Afinal, fomos nós que precipitamos o fim
Eras tu a dizer adeus nos teus beijos
E eu a puxar-te para longe de mim
Eramos nós a desatarmo-nos num longo abraço
Era o silêncio a matar-nos com as suas palavras cruéis
Eras tu a partir enquanto ficavas
Era eu a ficar enquanto te seguia
Eramos nós a afastarmo-nos enquanto caminhávamos lado a lado
Era a porta a fechar enquanto te pedia para entrares
Afinal, sempre soubemos que ia ser assim
Afinal, fomos nós que precipitamos o fim
Afinal...
20-12-2005
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